SECOMU - 56º Seminário de Computação na Universidade

Sobre o Evento

O SECOMU – Seminário de Computação na Universidade – é realizado desde 1971 e é um dos eventos mais antigos da área de Computação no país. Teve papel importante na criação da SBC e a partir de 1980 passou a fazer parte da programação do Congresso da SBC – CSBC.

A 56ª edição do SECOMU fará parte da programação do CSBC 2026, reunindo a comunidade de Computação do Brasil para discutir temas importantes da área, considerando não apenas questões técnicas, mas sobretudo questões políticas que influenciam o desenvolvimento da área, bem como o impacto que a Computação tem na sociedade em que vivemos.

O SECOMU é estruturado em torno de painéis que tratam de temáticas do quadro político-científico-educacional no Brasil. Os participantes desses painéis são personalidades políticas, acadêmicas, representantes de agências de fomento, membros da indústria e da sociedade em geral. Ao longo dos anos, os painéis do SECOMU ajudaram a comunidade a construir suas posições políticas em temas de grande relevância na área de Computação, como a política industrial brasileira, a qualidade do ensino superior, entre outros, contribuindo com soluções e estratégias para o desenvolvimento tecnológico brasileiro.

A programação ainda está sendo planejada e maiores detalhes serão divulgados neste espaço, oportunamente.

Programação

Este ano teremos três painéis, distribuídos nos seguintes horários:

Detalhes da Programação

Data

20 de julho, segunda-feira, 13h30 – 15h30.

Resumo

Em um mundo em que as linhas de código moldam instituições e a infraestrutura física dita as fronteiras da autonomia, resta-nos a pergunta: até que ponto somos donos do nosso destino digital? Este painel propõe uma imersão crítica na Soberania Digital, desvendando a tríade formada pela política dos algoritmos, pela conectividade e pela materialidade dos data centers. Entre a necessidade de edificar soluções brasileiras de base e o imperativo ético de auditar tecnologias forâneas, debateremos o papel estratégico da SBC e da academia na gestão de nossas “chaves do futuro”. Convidamos você a refletir sobre as prioridades dos próximos cinco anos e a confrontar o dilema entre a criação técnica e a regulação política em um cenário de dependência global.

Painelistas

  • Prof. Fabio Kon, IME-USP (moderador)
  • Prof. Mauro Oliveira, IFCE
  • Dra. Renata Mielli, CGI.br
  • Prof. Lisandro Zambenedetti Granville, UFRGS e RNP

Data

21 de julho, terça-feira, 13h30 – 15h30.

Resumo

A intensificação dos eventos climáticos extremos é uma realidade. Cenários de catástrofe, como as enchentes no Rio Grande do Sul, os deslizamentos de terra em Teresópolis, os incêndios no Pantanal e as ondas de calor em grandes centros urbanos, têm um enorme impacto nas cidades, na economia e na vida das pessoas, posicionando a resiliência climática no centro das discussões atuais. Nesse contexto, a computação emerge como uma aliada estratégica, viabilizando soluções inovadoras para problemas relacionados à modelagem climática, à previsão de desastres, ao monitoramento ambiental e à tomada de decisão, entre outros. Ao mesmo tempo, levanta questões importantes sobre consumo de energia, sustentabilidade e transformação digital, tornando o debate ainda mais relevante e urgente. Este painel propõe uma reflexão interdisciplinar sobre o papel da computação na construção de sociedades mais resilientes às mudanças climáticas. Reunindo especialistas de diferentes áreas, o encontro abordará desafios da computação para enfrentar esse enorme problema, explorará soluções concretas e discutirá dilemas críticos.

Painelistas

  • Prof. Álvaro Freitas Moreira, INF-UFRGS (moderador)
  • Prof. Luciano Paschoal Gaspary, INF-UFRGS (moderador)
  • Dra. Francilene Procópio Garcia, Presidente da SBPC
  • Prof. Joel Avruch Goldenfum, IPH-UFRGS e Secretário Executivo do Comitê Científico de Adaptação e Resiliência Climática do RS
  • Profa. Soraia Musse, Professora Titular da PUCRS e Coordenadora do INCT em Simulação e Monitoramento para Assistência ao Indivíduo em Eventos Climáticos Extremos
  • Vitor Hugo Almeida Júnior, Cofundador e COO da Tidesat

Data

23 de julho, quinta-feira, 13h30 – 15h30.

Resumo

Nos últimos 75 anos, a programação tem sido caracterizada fundamentalmente pela tradução humana de ideias em código executável. Contudo, o advento dos modelos de linguagem de grande escala (LLMs) está redefinindo drasticamente esse paradigma ao automatizar a geração de código de forma eficiente, transformando a programação tradicional em uma atividade de menor valor agregado. Esta transformação levanta questões críticas sobre o direcionamento atual dos cursos de computação no país, que podem estar desalinhados às demandas emergentes do mercado, ao mesmo tempo em que promete democratizar o acesso à computação por meio da redução significativa dos custos de implementação (embora isso possa resultar em menor valorização individual dos profissionais da área). Este painel propõe-se a examinar a factibilidade real deste cenário disruptivo, questionando onde residirá o verdadeiro valor agregado no futuro da computação e como manter a área como uma ciência de alto impacto, além de discutir as estratégias que tanto a indústria quanto a academia devem adotar para se posicionarem adequadamente diante desta mudança, seja ela uma transformação estrutural permanente ou um ajuste pontual no mercado de trabalho tecnológico.

Painelistas

  • Prof. Luigi Carro, INF-UFRGS (moderador)
  • Prof. André Ponce de Leon F. de Carvalho, ICMC-USP
  • Guilherme de Paula Correa, Coordenador-Geral de Tecnologias Digitais na SETAD (Secretaria de Ciência e Tecnologia para Transformação Digital) do MCTI
  • Profa. Karina Kohl, INF-UFRGS
  • Prof. Rodolfo Jardim de Azevedo, IC-UNICAMP

Coordenação

  • Luciano Paschoal Gaspary (UFRGS) – Coordenador Geral
  • Álvaro Freitas Moreira (UFRGS) – Coordenador Local